Design

O Curso de Desenho Industrial na Escola de Belas Artes da UFBA foi inaugurado em 18 de março de 1991, em Reunião Extraordinária presidida pela então Diretora, Professora Márcia Magno Baptista. Foi resultado do trabalho da equipe formado pelos Professores Juarez Marialva Tito Martins Paraiso, Gisélia Figueiredo Passos, Carmem Celeste de Carvalho, Sônia Lúcia Rangel, Maria Virgínia Gordilho Martins, Robério Marcelo Rodrigues Ribeiro, Selma Fraga Costa Ludwig e a Técnica Angela Fialho.

Com Carga Horária de 3.300 horas e 47 Disciplinas, o curso foi criado com um perfil adequado à disponibilidade Docente da Escola de Belas Artes, preenchendo o espaço deixado pela saída do curso de Arquitetura.

Tendo em vista fazer parte de uma Escola de Belas Artes, o Curso de Design possui importante base nas diversas técnicas de desenho, representação gráfica, gravuras, pintura e escultura, diferencial apontado por muitos de seus egressos e docentes. Com forte inserção nas artes gráficas, em virtude de sua origem, o curso forma especialmente profissionais atuantes em projetos de identidade visual, design editorial, design de embalagem e comunicação visual (sinalização). Contudo, nos últimos anos, muito por ocasião da atualização do corpo docente e das mudanças do mundo contemporâneo, tem surgido muitos projetos em áreas diversas como design de mobiliário, design de aplicativos mobile, projetos em gestão de design, design e artesanato, dentre outros.

O Curso de Desenho Industrial, designação recebida em sua criação, fecha seu primeiro ciclo formando em agosto de 1995 a sua primeira estudante. Em 21 de novembro de 1997 o curso obteve seu reconhecimento. Atualmente com o nome de Curso de Design (com habilitação em programação visual), assim como os demais cursos da EBA, está em processo de reforma curricular, com proposta de tornar-se CURSO DE DESIGN, sem habilitação, configurando-se na mais profunda e importante reformulação de sua história, que, ancorada em sua memória recente, constrói o presente com um olhar para o futuro.

CAMPO DE ATUAÇÃO

O campo de atuação do designer é amplo e interdisciplinar. Sua prática inicia-se em atividades operacionais e técnicas e se expande para atuações mais estratégicas e inovadoras. Neste sentido, limitar a formação desse profissional configura-se um equívoco. O profissional de design é um profissional em constante mutação. Ele precisa estar conectado com as coisas do mundo, com as novas teorias de sua área e de áreas correlatas, precisa estar atualizado quanto a novas metodologias projetuais, novos processos de produção e novas tecnologias. O profissional de design é aquele que transita da conformação de novos artefatos (bi e tridimensionais), passando pela promoção de experiências do público com novos serviços e chegando na mediação de processos para inovação nas organizações, comunidades e poder público. Conhecimento, sensibilidade e trabalho serão então os ingredientes para um bom profissional, que crescerá cada vez mais ao tomar consciência de que, como em tudo na vida, deverá buscar parcerias com os diversos profissionais das áreas afins – Arquitetos, Engenheiros, Artistas Visuais, Gráficos, Museólogos, Pedreiros, Eletricistas, Pintores, Marceneiros, Cientistas da Computação, Administradores, Marqueteiros, Sociólogos, Antropólogos – buscando uma atuação de alto nível e bons resultados.

Muitos são os tipos de projeto nos quais o designer pode atuar. Muitas são as possibilidades tanto no nível operacional (técnico) como no estratégico (gestão de processos). Algumas das atividades consolidadas na atualidade são: Design gráfico, Design de Produtos, Design de Moda e Acessórios, Design da experiência do usuário e Gestão de Design.


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